Eu vejo com bastante clareza um avanço consistente das empresas brasileiras quando o tema é ética corporativa. A presença do Brasil no ranking da Ethisphere, que reconhece as empresas mais éticas do mundo, é um reflexo direto desse movimento que vem se consolidando ao longo dos últimos anos.
Quando observo casos como Movida e Natura, fica evidente que não estamos falando de iniciativas pontuais ou ações isoladas. Estamos falando de empresas que, de forma estruturada, vêm investindo continuamente em programas de integridade, em governança e em cultura organizacional orientada por valores. Esse reconhecimento internacional reforça, de maneira bastante clara, que existe consistência nessas práticas.
No caso da Movida, o reconhecimento está diretamente ligado à construção de um sistema robusto de compliance, com políticas bem definidas, canais de denúncia e mecanismos de controle que são continuamente aprimorados. Não é um esforço de curto prazo, mas sim um trabalho contínuo, que se sustenta ao longo do tempo e que demonstra um compromisso real com a ética.
Já a Natura, por sua vez, reforça esse cenário com uma trajetória já bastante consolidada. A empresa é frequentemente reconhecida por suas práticas de sustentabilidade, transparência e responsabilidade corporativa. E aqui é importante reforçar: esses reconhecimentos não surgem de forma isolada. Eles são resultado de uma estratégia que integra ética, propósito e modelo de negócios de forma bastante consistente.
O que me chama atenção, de forma bastante evidente, é que há um padrão comum entre essas empresas. Existe uma repetição de práticas, uma continuidade de esforços e uma consistência na forma como a ética é tratada dentro da organização. Não é algo pontual, não é algo circunstancial, mas sim algo estruturado, repetido e reforçado continuamente.
E é justamente essa repetição, essa consistência e essa estruturação que fazem com que essas empresas não apenas entrem no ranking, mas permaneçam nele ao longo do tempo.
Diante disso, eu te convido a refletir: na sua organização, a ética é tratada como uma iniciativa pontual ou como um sistema contínuo, repetido e reforçado todos os dias?
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Denise Debiasi é CEO da Bi2 Partners, reconhecida pela expertise e reputação de seus profissionais nas áreas de compliance e inteligência investigativa, finanças corporativas, consultoria regulatória (AML, BSA e LGPD), contabilidade forense, Due Diligence (financeiro, reputacional, investigativo e operacional), investigações corporativas, antilavagem de dinheiro, FCPA e anticorrupção, entre outros serviços de primeira importância em mercados emergentes.